Fala
galera, td blz?
Esse
material é uma produção do clube d aposta. Adianto que é show de bola, hein!
Trata-se
de um guia do brasileiro serie A. com todos os clubes. Espero que gostem. Valeu

Análise
completa do Athletico-PR para o Brasileirão 2020
Numa
competição tão disputada quanto esta, não é fácil imaginar o time curitibano
repetindo o mesmo quinto lugar do ano passado. No entanto, tem estrutura e
jogadores suficientes para manter-se na média dos bons desempenhos de anos
anteriores.
Não
acredito que Dorival vai ter vida fácil, mas vejo um Athetico ainda como um
time de muita qualidade. E brigar por uma vaga na Libertadores segue sendo um
objetivo. Difícil, mas possível. Enxergo o Athletico fazendo jogos muito
duros, especialmente em seu estádio que, mesmo sem a torcida, terá um elemento
a favor do time da casa: o gramado artificial.
Ficha técnica
·
Participações na
Série A: 37 (1973, 1974, 1975, 1976, 1977,
1978, 1979, 1982, 1983, 1984, 1986, 1987, 1988, 1989, 1991, 1992, 1993, 1996,
1997, 1998, 1999, 2000, 2001, 2002, 2003, 2004, 2005, 2006, 2007, 2008, 2009,
2010, 2011, 2013, 2014, 2015, 2016, 2017, 2018, 2019).
·
Melhor
desempenho: campeão em 2001.
·
2019: 5º lugar
·
Expectativa: luta por Libertadores
O
comandante
Após ser comandado
pelo jovem Tiago Nunes, que deixou o time no final de 2019 para assumir o
Corinthians, o Athetico Paranaense resolveu apostar num nome de mais
experiência para 2020. Dorival Junior é respeitado e já passou vários grandes
times, como São Paulo, Flamengo, Palmeiras, Atlético Mineiro, Internacional,
entre outros do primeiro escalão do futebol brasileiro.
Apesar do vasto
currículo, além de alguns estaduais, não são tantos os títulos que Dorival
carrega. Os principais são a Série B, em 2009, com o Vasco, a Copa do Brasil de
2010, com o Santos, e a Recopa Sul-Americana de 2011, com o Internacional.
Tem uma missão
difícil, mas possível, que é manter o rubro-negro curitibano no mesmo patamar
dos últimos anos. Conseguir levar o time novamente para a Libertadores é o
grande objetivo.
O elenco
Uma das principais
dificuldades para o Furacão no Brasileiro diz respeito à reposição das perdas
do elenco que o time enfrentou. Não que os contratados não tenho qualidade. Mas
se você pensar em como atletas como Léo Pereira, Bruno Guimarães e Marco Rubem
estavam encaixados, por exemplo, é natural que a saída deles seja sentida.
De todo modo, o time
segue forte. A chegada dos colombianos Aguilar e Alvarado, do zagueiro Pedro
Henrique, do volante Richard, do atacante Walter, somado à experiência de
atletas que seguem no time, como o goleiro Santos, Nikão, Léo Cittadini, por
exemplo, é garantia de que o Athletico será competitivo.

O que
esperar do Athletico no Brasileirão 2020?
Não acredito que
Dorival vai ter vida fácil, mas vejo um Athletico ainda como um time de muita
qualidade. E brigar por uma vaga na Libertadores segue sendo um objetivo.
Difícil, mas possível.

Análise
completa do Atlético-GO para o Brasileirão 2020
O
período pré pandemia foi até interessante, com o clube fazendo a melhor
campanha no Campeonato Goiano e a classificação para a terceira fase da Copa do
Brasil — onde já tem uma boa vantagem sobre o adversário, o São José, com uma
vitória por 2×0 no jogo de ida.
Apesar
dos bons resultados obtidos no início do ano, o trabalho do então técnico
Cristóvão Borges não agradou à diretoria, que o demitiu. Após alguns meses com
um treinador interino à frente, cabe a Vagner Mancini a difícil tarefa de
comandar uma nau que tende a sofrer muitas tormentas ao longo do Brasileiro.
Para
piorar, o Campeonato Goiano foi dos poucos que parou e não recomeçou, de
maneira que a preparação do time está restrita a jogos amistosos. Será
necessário muito foco e superação para conseguir evitar o retorno à Série B.
Ficha técnica
·
Participações na
Série A: 8 (1979, 1980, 1986, 1987, 2010,
2011, 2012, 2017).
·
Melhor
desempenho: 13º lugar (2011).
·
2019: 4º lugar na Série B.
·
Expectativa: luta contra o rebaixamento.
O comandante
Experiente, com passagens por grandes clubes como
Grêmio, Santos, São Paulo, Atlético Mineiro, Botafogo e Vitória, entre outros,
ainda falta a Vagner Mancini um grande trabalho em nível nacional. No
início da carreira como técnico, conseguiu um feito extraordinário, ao ser campeão
da Copa do Brasil com o Paulista, de Jundiaí, em 2005.
No
Campeonato Brasileiro, seu maior destaque talvez tinha sido à frente do
Atlético Paranaense, quando em 2013 assumiu o time na zona de rebaixamento e
terminou a competição em terceiro lugar, levando a equipe para a Libertadores.
Não
há muita expectativa a se criar a respeito do desempenho do Atlético nesta
edição do Brasileiro. Se livrar o time do rebaixamento, terá realizado um
grande feito.
O elenco
Do
time que conseguiu o acesso para a primeira divisão na temporada passada, a
diretoria conseguiu manter alguns atletas importantes, como o goleiro Maurício
Kozlinski, o zagueiro Oliveira e o meia Matheuzinho.
É
nesses nomes, somados aos do atacante Renato Kayzer e de jogadores jovens, como
os meia Everton Felipe (ex-Sport e São Paulo) e o boliviano Henry Vaca (ex-The
Strongest) que reside a esperança do Atlético.
Num
campeonato com 38 jogos ocorrendo sempre em intervalos curtos de tempo, o nível
de profundidade do elenco do time goiano é algo bastante preocupante.

O
que esperar do Atlético-GO no Brasileirão 2020?
Não
muito. Com um elenco muito limitado para o nível exigido para a Série A, o
Atlético Goianiense deve lutar muito para se manter na elite. É, talvez, o
principal favorito ao rebaixamento. Evitar a queda será um grande feito.

Análise
completa do Atlético Mineiro para o Brasileirão 2020
Os
torcedores do Atlético têm um motivo para criar expectativas acerca das
possibilidades do time. Afinal, com um elenco limitado foi possível ver o que o
técnico Jorge Sampaoli conseguiu fazer com o Santos, levando a equipe ao
vice-campeonato brasileiro.
Com
tempo para treinar, caso o Galo consiga desenvolver a intensidade habitual do
técnico argentino, a tendência é de que o time esteja muito forte numa
competição que, claro, será complicada para todos.
Único
representante mineiro no Brasileiro 2020, não é difícil cravar que o Atlético é
um forte candidato a uma das vagas à Libertadores. Tem condições para isto e
terminar o Brasileiro nas cinco ou seis primeiras colocações é algo real.
Qualquer coisa diferente disso pode ser considerada uma decepção.
Ficha técnica
·
Participações na
Série A: 48 (1971, 1972, 1973, 1974, 1975,
1976, 1977, 1978, 1979, 1980, 1981, 1982, 1983, 1984, 1985, 1986, 1987, 1988,
1989, 1990, 1991, 1992, 1993, 1994, 1995, 1996, 1997, 1998, 1999, 2000, 2001,
2002, 2003, 2004, 2005, 2007, 2008, 2009, 2010, 2011, 2012, 2013, 2014, 2015,
2016, 2017, 2018, 2019).
·
Melhor
desempenho: campeão (1971).
·
2019: 13º lugar.
·
Expectativa: classificação para a Copa Libertadores.
O comandante
Aos 60 anos, Jorge Sampaoli tem uma carreira com
poucos clubes no currículo e duas participações em Copas do Mundo — em 2014,
com o Chile, e em 2018, com a Argentina.
Respeitado,
exigente, realizou grande trabalho no Universidad de Chile, conquistando a Copa
Sul-Americana e três torneios nacionais no país. Foi catapultado à seleção
chilena onde fez uma bela Copa de 2014, sendo derrotado pelo Brasil nos
pênaltis, e conquistou a Copa América de 2015.
Na
Espanha, comandou o Sevilla e, em seguida, chegou à seleção argentina, onde
acabou fracassando na Copa de 2018. Veio a chance no Santos, onde conseguiu
tornar extremamente competitivo um time com muitas limitações.
Influenciado
pelo compatriota Marcelo Bielsa, Sampaoli é um técnico moderno, que propõe um
jogo de muita intensidade e está num patamar diferente da maioria dos
treinadores brasileiros.
O elenco
Não
é à toa que o Galo vem sendo considerado um dos favoritos na luta por uma vaga
à Libertadores. O time se reforçou e tem um time bastante competitivo, com
destaque para jogadores como o goleiro Rafael, os zagueiros Réver e Junior
Alonso, o lateral Arana, além de Nathan, Keno, Marrony, Savarino, entre outros.
É
um belo time. E, num cenário em que vemos equipes fortes tendo desempenho
irregulares nos estaduais, o Atlético apresenta, no papel, as credenciais
necessárias para realizar um bom trabalho.

O que esperar do Atlético Mineiro no Brasileirão
2020?
Talvez
a expectativa sobre o Atlético não fosse tão grande se o treinador fosse outro
que não Jorge Sampaoli. O fato é que ele em mãos um elenco melhor que o Santos
de 2019, quando foi vice-campeão. Logo, é natural que se espere um desempenho
de alto nível. Classificar-se para a Libertadores é o mínimo que se pode
esperar deste Galo.

Análise
completa do Bahia para o Brasileirão 2020
Apesar
de a Copa do Nordeste não ter se encerrado exatamente como era esperado, o
técnico Roger Machado conhece bem o potencial do Bahia e sabe o que é possível
conseguir nesta temporada. O time é bom, possivelmente mais bem preparado que
na temporada passada e a perspectiva é muito positiva.
Claro
que nada ocorre em vão. Roger já vai na sua segunda temporada comandando o
time, e resistiu até mesmo à má fase do final do ano passado – quando, inclusive,
foi muito questionado.
O
Bahia é um time que tem padrão de jogo definido, peças que funcionam bem. Caso
consiga manter a regularidade durante toda a competição, o Tricolor de Aço tem
potencial para fazer o que não conseguiu no ano passado e terminar a competição
entre os dez primeiros lugares. A partir daí, o que vier é para comemorar.
Ficha técnica
·
Participações na
Série A: 38 (1971, 1972, 1973, 1974, 1975,
1976, 1977, 1978, 1979, 1980, 1981, 1982, 1983, 1984, 1985, 1986, 1987, 1988,
1989, 1990, 1991, 1992, 1993, 1994, 1995, 1996, 1997, 2000, 2001, 2002, 2003,
2011, 2012, 2013, 2014, 2017, 2018, 2019).
·
Melhor
desempenho: campeão (1988).
·
2019: 11º lugar.
·
Expectativa: classificação para a Copa Sul-Americana.
O Comandante
Um dos bons técnicos da nova geração do futebol
brasileiro, Roger Machado está em sua segunda temporada comandando o Bahia.
Campeoníssimo como jogador, como técnico tem títulos liderando o Atlético
Mineiro e o próprio Bahia.
Além
destes, destacou-se também à frente do Grêmio, onde também passou duas
temporadas. Treinou ainda Palmeiras, Juventude e Novo Hamburgo – os dois
últimos no início de sua carreira.
O elenco
A
expectativa que o torcedor tem em relação ao que o Bahia pode oferecer é
amparada em um bom elenco e um trabalho bem planejado. As contratações foram
pontuais e importantes. Jogadores como Juninho Capixaba na lateral e
Rodriguinho na meia foram fundamentais para dar uma dinâmica a um time que já
contava com a qualidade de Gregore e o faro de gol de Gilberto.
No
geral, o Bahia tem um elenco qualificado, que foi reforçado por atletas que se
destacaram no time de transição, o sub 23, que acabou sendo encerrado em
virtude da pandemia. O material que Roger tem em mãos para trabalhar é bom.
Resta saber se irá entregar tudo o que se espera.

O
que esperar do Bahia para o Brasileirão 2020?
Considerado como uma das principais
equipes do Nordeste junto ao Fortaleza, espera-se mais uma boa temporada do
Tricolor. O time deve sofrer com a ausência da sua forte torcida, algo que já
foi sinalizado na Copa do Nordeste. Ainda assim, a tendência é de um campeonato
sem sustos em relação ao rebaixamento, com perspectiva de ficar na metade de
cima da tabela.

Análise
completa do Botafogo para o Brasileirão 2020
Se
depender da qualidade técnica, Honda e Kalou é uma dupla que promete no meio de
campo alvinegro. São jogadores que vão fazer com que o time jamais passe
despercebido e que podem representar muito – tanto na ótica positiva, quanto
negativa.
A
direção fez sua aposta. Caso tenham condições físicas de enfrentar a
desgastante maratona de jogos e não sofram com lesões, de fato, podem se tornar
jogadores importantes. O Botafogo precisa disso. O time é muito irregular,
oscila (poucos) bons jogos com (muitas) partidas decepcionantes.
Não
dá para esperar muita coisa do time na competição – terminar entre os 10
primeiros seria um grande feito. Mesmo assim, caso os estrangeiros encaixem,
Gatito continue em boa fase e os jovens prata da casa consigam se desenvolver
como se espera, pode ser que o Botafogo consiga realizar boas e animadoras
partidas. Sem maiores expectativas.
Ficha técnica
·
Participações na
Série A: 47 (1971, 1972, 1973, 1974, 1975,
1976, 1977, 1978, 1979, 1980, 1981, 1982, 1983, 1984, 1985, 1986, 1987, 1988,
1989, 1990, 1991, 1992, 1993, 1994, 1995, 1996, 1997, 1998, 1999, 2000, 2001,
2002, 2004, 2005, 2006, 2007, 2008, 2009, 2010, 2011, 2012, 2013, 2014, 2016,
2017, 2018, 2019).
·
Melhor
desempenho: campeão (1995).
·
2019: 15º lugar.
·
Expectativa: briga por vaga na Copa Sul-Americana.
O comandante
Título é algo que não falta na carreira de Paulo
Autuori, a começar pela conquista do Brasileiro de 1995, comandando o próprio
Botafogo. De lá pra cá, comemorou duas Libertadores, com Cruzeiro (1997) e São
Paulo (2005), um Mundial de Clubes, também com o São Paulo, além de títulos
estaduais (Athletico Paranaense e Cruzeiro) e nacionais em outros países
(Sporting Cristal e Alianza Lima, ambos do Peru).
Ou
seja: tem experiência e identificação com o torcedor. Resta saber se terá
também paciência. Autuori não tem problemas em interromper trabalhos por conta
de boas propostas, e várias vezes pediu demissão após sequências de resultados
ruins. De todo modo, ainda que não seja mais da nova geração, continua sendo
reconhecido como um dos bons técnicos do futebol brasileiro.
O elenco
O
Botafogo chega para a Série A 2020 com os três principais jogadores
estrangeiros: o goleiro Gatito Fernandez (Paraguai) e os meias Keisuke Honda
(Japão) e Salomon Kalou (Costa do Marfim). No clube desde 2017, o arqueiro
paraguaio já se consolidou como ídolo da torcida. A expectativa, no entanto, é
de como será o desempenho dos experientes meias, ambos com mais de 30 anos,
jogando uma competição onde na maioria do tempo teremos duas rodadas por
semana.
O
elenco botafoguense tem ainda um dos candidatos a revelação do Brasileiro: o
atacante Luís Henrique, de 18 anos, que está apenas na sua primeira temporada
como profissional, mas já é o jogador com maior número de partidas oficiais na
temporada. Destacam-se ainda no elenco nomes como Bruno Nazário, Pedro Raul e
Marcelo Benvenuto, entre outros.

O
que esperar do Botafogo no Brasileirão 2020?
A
classificação para a Copa Sul-Americana está dentro de um objetivo possível
para o Botafogo. Entretanto, como o limite entre a classificação para a
competição continental e a zona do rebaixamento é sempre muito tênue, é
importante ficar atento e não bobear. A equipe de Paulo Autuori não é
exatamente confiável.

Análise
completa do Ceará para o Brasileirão 2020
Apesar
das constantes mudanças de treinador, a primeira impressão deixada por Guto
Ferreira em seu trabalho ainda inicial é de que o time está encontrando seu
ajuste e modo de trabalhar. Mais que isso: sabe que tem limitações e está
disposto a jogar de acordo com o que suas possibilidades proporcionam.
Foi
o que aconteceu com o time que surpreendeu favoritos e sagrou-se campeão da
Copa do Nordeste. Guto Ferreira herdou um trabalho que foi iniciado por Argel e
continuado por Enderson Ferreira. Em nenhum momento a torcida se sentiu segura
das possibilidades da equipe.
Com
Guto, o Ceará se tornou um time estratégico, que soube enfrentar adversários
com trabalhos mais bem consolidados, como Fortaleza e Bahia, e demonstrou
qualidade para superá-los.
Um
ponto, entretanto, é importante de ser levado em conta. A fase que o Ceará se
destacou na Copa do Nordeste foi mata mata. Ao invés disso, o Brasileiro é uma
longa caminhada de pontos corridos. Neste sentido, com possibilidade de um
grande rodízio de atletas, é possível que a estratégia precise ser diferente.
Nesse caso, talvez um trabalho mais consolidado faça falta.
Ficha técnica
·
Participações na
Série A: 19 (1971, 1972, 1973, 1974, 1975,
1976, 1977, 1978, 1979, 1980, 1982, 1985, 1986, 1987, 1993, 2010, 2011, 2018,
2019).
·
Melhor desempenho: 7º lugar (1985).
·
2019: 16º lugar.
·
Expectativa: luta contra o rebaixamento.
O comandante
De seus 54 anos, Guto Ferreira passou quase metade
trabalhando como treinador, inicialmente em categorias de base, até chegar ao
profissionalismo. Na década de 2010 se consolidou como um nome requisitado, com
passagens por importantes clubes do país, como Ponte Preta, Bahia, Figueirense,
Internacional e Sport, entre outros.
No
currículo, diversos títulos estaduais e duas copas do Nordeste. Foi o técnico responsável
pelo acesso do Internacional à Série A, em 2017, quando foi vice-campeão da
Série B. Assumiu o comando do Ceará logo no início da paralisação por conta da
pandemia.
O elenco
O
elenco do Ceará passou por algumas mudanças para esta temporada em relação a
2019, e boa parte das mudanças veio ainda com o técnico anterior, Enderson
Moreira. Muitos nomes conhecidos estão no elenco para a disputa da Série A,
incluindo os experientes Fernando Prass (goleiro) e Rafael Sóbis (atacante).
Entre
alguns nomes importantes do time principal, encontra-se também o meia Vinícius,
o Vina, jogador com passagem por Bahia, Fluminense, Atlético Mineiro e Náutico,
entre outros. Samuel Xavier, na lateral direita, é um dos líderes de um elenco
onde ainda se destacam o volante Charles e o ponteiro Leandro Carvalho, peça
importante no esquema de Guto.

O que esperar do Ceará no Campeonato Brasileiro?
Um
dos elementos mais fortes que o Ceará teve a seu favor nas duas temporadas
anteriores foi a torcida, que muitas vezes acabou sendo fundamental para a
superação de momentos difíceis. Este ano não tem torcida – pelo menos na
primeira parte da competição.
A
tendência é de que Guto Ferreira consiga manter o time organizado, equilibrado.
Mesmo assim, não dá para esperar vida fácil e, portanto, escapar do
rebaixamento deve ser a principal meta para o alvinegro.

Análise
completa do Corinthians para o Brasileirão 2020
Em
um time do tamanho do Corinthians, a paciência diante de resultados ruins
costuma ser bem curta – especialmente se o técnico não tem alguma relação
afetiva com o clube. No início do ano, Tiago Nunes teve muitas dificuldades de
fazer o time jogar à sua maneira e não é exagero dizer que a paralisação pode
ter salvo seu emprego. Aliás, não apenas salvo, como também ter dado tempo
suficiente para que ele pudesse tentar implementar melhor sua metodologia de
trabalho e, ao mesmo tempo, reforços pudessem chegar.
Com
o retorno dos jogos, sem contar as finais contra o Palmeiras, o Corinthians
disputou quatro jogos pelo Paulista e não sofreu nenhum gol – incluindo aí
duelos contra equipes fortes como o próprio Palmeiras e o Bragantino. Não resta
dúvida de que os resultados foram animadores.
Com
Tiago Nunes ajustando seu time e jogadores como Cássio, Cantillo, Luan e Jô
rendendo o que se espera deles, pode ser que o Corinthians surpreenda. Ainda
que, na prática, ter um desempenho semelhante ao da temporada passada, ou seja,
um oitavo lugar, seja algo mais real neste momento.
Ficha técnica
·
Participações na
Série A: 48 (1971, 1972, 1973, 1974, 1975,
1976, 1977, 1978, 1979, 1980, 1981, 1982, 1983, 1984, 1985, 1986, 1987, 1988,
1989, 1990, 1991, 1992, 1993, 1994, 1995, 1996, 1997, 1998, 1999, 2000, 2001,
2002, 2003, 2004, 2005, 2006, 2007, 2009, 2010, 2011, 2012, 2013, 2014, 2015, 2016,
2017, 2018, 2019).
·
Melhor
desempenho: campeão (1990, 1998, 1999, 2005,
2011, 2015 e 2017).
·
2019: 8º lugar.
·
Expectativa: classificação para a Copa Sul-Americana.
O comandante
Com apenas 40 anos e uma vasta bagagem treinando
pequenos times do Rio Grande do Sul, Tiago Nunes tem o maior desafio de sua
carreira frente ao Corinthians, para onde foi catapultado após um excelente
desempenho à frente do Athletico Paranaense.
No
Furacão, ao longo de duas temporadas, conquistou vários títulos incluindo o
Campeonato Paranaense, a Copa do Brasil e a Copa Sul-Americana. Currículo
suficiente para chamar a atenção dos dirigentes do Parque São Jorge.
O
desafio é grande e a expectativa em torno do que pode se transformar o
Corinthians de Tiago Nunes, também.
O elenco
O
elenco do Corinthians é formado por vários bons jogadores entre os quais não há
como deixar de destacar, estão o goleiro Cássio, a dupla de volantes Camacho e
Cantillo, o meia Luan e o recém-chegado atacante Jô.
Essa
espinha dorsal, em forma e bem treinada, vai ter um papel fundamental no
desenvolvimento de um time que ainda conta com Éderson, que vem realizando
grandes partidas, o lateral Fagner e o extremo Ramiro, que dão muita força ao
setor direito de campo.

O que esperar do Corinthians no Brasileirão 2020?
Embora
não esteja no rol de favoritos ao título do Brasileiro, o Corinthians possui um
bom time que, ajustado, pode surpreender. Jogando a bola que estava praticando
antes da pandemia, não seria surpresa se o time ficasse apenas na segunda
metade da tabela. Mas o Corinthians reapareceu mais competitivo.
Com
otimismo, dá pra acreditar que o time pode brigar por Libertadores, dependendo
da quantidade de vagas que fique disponíveis para o Brasil. Sendo realista com
o momento, se rondar a oitava posição e se classificar para a Sul-Americana,
estará dentro do previsto.

Análise
completa do Coritiba para o Brasileirão 2020
Apesar
de ter no comando técnico um jovem promissor como Eduardo Barroca, o time não
deve ter vida fácil no Brasileiro, muito em face das carências e limitações
quando se olha para um cenário mais amplo, como a Série A do
Brasileiro. Na temporada, o Coritiba fez um bom Campeonato Paranaense, mas
foi vexatoriamente eliminado da Copa do Brasil ainda na primeira fase, para o
Manaus.
Trata-se
de um time que prima pela posse de bola, e tenta usar essa característica para
se sobressair ante aos adversários. Aliás, esse modelo já pôde ser observada no
limitado Botafogo que Barroca treinou na temporada passada e que chamou a
atenção.
Se
por um lado dificilmente o Coritiba vai conseguir brigar na parte de cima da
tabela, por outro, é possível acreditar que dá para fazer um campeonato
decente, apresentando um bom futebol e, quem sabe, até beliscando uma Sul
Americana. Mas a parada é difícil.
Ficha técnica
·
Participações na
Série A: 36 (1971, 1972, 1973, 1974, 1975,
1976, 1977, 1978, 1979, 1980, 1984, 1985, 1986, 1987, 1988, 1989, 1993, 1996,
1997, 1998, 1999, 2000, 2001, 2002, 2003, 2004, 2005, 2008, 2009, 2011, 2012,
2013, 2014, 2015, 2016, 2017).
·
Melhor
desempenho: campeão (1985).
·
2019: 3º lugar na Série B.
·
Expectativa: luta contra o rebaixamento.
O comandante
Aos 38 anos, Eduardo Barroca é mais um dos jovens
técnicos que propõem um modelo de jogo diferente do que estamos habituados a
ver no nosso futebol. Justamente por isso, acabou se destacando, em que pese o
fraco time do Botafogo em 2019.
Após
uma breve passagem pelo Atlético Goianiense, Barroca assumiu o Coritiba com a
missão de comandar o time em seu retorno à Série A. O desafio não será fácil,
mas um desempenho positivo pode ser responsável por elevar o status do
treinador no cenário nacional.
O elenco
Para
tentar evitar a queda e fazer um bom desempenho no Brasileiro, o Coritiba tem
no experiente ponteiro Rafinha um de seus grandes nomes. Aos 36 anos, o
ex-jogador do Cruzeiro e do próprio Coritiba é não apenas uma peça importante
no elenco, como é um dos responsáveis por municiar outro destaque a da equipe,
o jovem atacante Igor Jesus, de apenas 19 anos. Ex-Vitória e
Internacional, o atacante Neilton (26 anos) acabou de chegar para reforçar o
setor.
Nome
importante na campanha do acesso, o meia Matheus Galdezani, 28 anos,
também é uma figura importante no setor de criação. Na retaguarda, destaque
para a dupla de zaga Rodolpho e Sabino, além do lateral esquerdo William
Matheus.

O
que esperar do Coritiba no Brasileirão 2020?
A
principal meta do Coritiba deve ser fugir do rebaixamento. A tendência é que
tenhamos uma disputa muito acirrada entre vários times que estão num patamar
mais ou menos semelhante e vencer essa disputa não vai ser fácil.
A
partir deste ponto, caso seja bem-sucedido na primeira missão e se livre de
voltar para a segundona nacional, o Coritiba pode até sonhar em uma vaga na
Sul-Americana. Mas o foco deve ser mesmo fugir do Z4.

Análise
completa do Flamengo para o Brasileirão 2020
Desde
que Jorge Jesus assumiu o comando da equipe, no início Série A de 2019, o
Flamengo iniciou dentro de campo uma revolução poucas vezes vista na país. O
time mudou não apenas sua forma de jogar futebol, mas passou a imprimir uma
dinâmica de jogo sem precedentes na história moderna do futebol brasileiro.
Este
técnico com conceitos inovadores no que se refere à realidade do futebol
brasileiro voltou para sua casa e o Flamengo trouxe Domenec Torrent, um
espanhol da escola de Josep Guardiola, de quem foi auxiliar.
A
ideia dos dirigentes rubro-negros é bem clara: manter o elenco de estrelas com
uma dinâmica de jogo similar à dos melhores times europeus, prezando pela posse
de bola, intensidade e profundidade.
Torrent
vai ter em mãos vários dos melhores jogadores do país. Não estamos falando de
time, mas de elenco. Terá pouquíssimo tempo entre sua chegada e o primeiro
jogo, que já será a estreia no Brasileiro. Apesar do tempo para conhecer o
elenco ser bem curto, a tendência é de que, com o passar dos jogos e os times,
os times passem a se desgastar. E o Flamengo tende a sobrar na competição.
Ficha técnica
·
Participações na
Série A: 49 (1971, 1972, 1973, 1974, 1975,
1976, 1977, 1978, 1979, 1980, 1981, 1982, 1983, 1984, 1985, 1986, 1987, 1988,
1989, 1990, 1991, 1992, 1993, 1994, 1995, 1996, 1997, 1998, 1999, 2000, 2001,
2002, 2003, 2004, 2005, 2006, 2007, 2008, 2009, 2010, 2011, 2012, 2013, 2014,
2015, 2016, 2017, 2018, 2019).
·
Melhor
desempenho: campeão (1980, 1982, 1983, 1987,
1992, 2009, 2019).
·
2019: campeão.
·
Expectativa: conquistar o título.
O comandante
Com 58 anos, o espanhol Domenec Torrent foi o braço
direito de Josep Guardiola por nada menos que 11 temporadas. Acompanhou o
premiado técnico do Manchester City no Barcelona, Bayern Munique, além do
próprio time inglês.
Na
temporada passada ganhou vida própria e aceitou o convite do New York City para
comandar o time na Major League Soccer. O resultado: melhor desempenho do time
na história da competição.
Tem
agora sua oportunidade num dos maiores centros fora da Europa. Caso consiga
implementar seu modelo de jogo, o Flamengo pode dar muito o que falar. Mais uma
vez.
O elenco
Obviamente,
não é apenas o comando no banco de reservas que faz do Flamengo um grande time.
Impossível nomear apenas um destaque num time que tem Gabigol e Bruno Henrique
no ataque, Gerson, De Arrascaeta e Everton Ribeiro no meio campo, e Rafinha,
Filipe Luís e Diego Alves na defesa, sem contar os reservas de luxo Michael e
Pedro.
O
Flamengo tem qualidade e profundidade. Um time forte tanto levando em conta os
11 titulares, como apenas os reservas. Ou seja: em uma competição tão intensa
quando a Série A deste ano, isso pode fazer muito a diferença.

O
que esperar do Flamengo para o Brasileirão 2020?
Qualquer
coisa que não seja o título pode ser considerado um fracasso para o Flamengo.
Neste caso, a meta não é brigar para ser campeão. É ser campeão com folga. A
ver se conseguirá sobrar em 2020, como fez no ano passado.

Análise
completa do Fluminense para o Brasileirão 2020
Os
tempos áureos do início da década, com dois títulos da Série A conquistados
(2010 e 2012) ficaram para trás. Mas eis que, sob o comando de Odair Hellmann e
contando com uma boa leva de jogadores experientes, o Fluminense conseguiu
encontrar um padrão de jogo e apresentar um futebol suficiente para se
consolidar como segundo melhor time do Rio de Janeiro na atualidade.
O
vice-campeonato estadual era o resultado possível para uma equipe que, pelo que
demonstrou até agora, tem condições de vislumbrar um futuro promissor nos
próximos meses. E, quem sabe, ser competitivo durante a principal competição
nacional.
Contando
com alguns reforços, Hellmann conseguiu dar uma organizada no amontoado de
jogadores que era o Fluminense na reta final do Brasileiro do ano passado. Como
dito, não dá para sonhar com título. Mas estar ali, com muito esforço no
top-10, aí sim, estamos falando de algo possível – ainda que não seja fácil.
Ficha técnica
·
Participações na
Série A: 47 (1971, 1972, 1973, 1974, 1975,
1976, 1977, 1978, 1979, 1980, 1981, 1982, 1983, 1984, 1985, 1986, 1987, 1988,
1989, 1990, 1991, 1992, 1993, 1994, 1995, 1996, 1997, 2000, 2001, 2002, 2003,
2004, 2005, 2006, 2007, 2008, 2009, 2010, 2011, 2012, 2013, 2014, 2015, 2016,
2017, 2018, 2019).
·
Melhor
desempenho: campeão (1984, 2010 e 2012).
·
2019: 14º lugar.
·
Expectativa: classificação para a Copa Sul-Americana.
O comandante
Ex-meio campista mediano, surgido nas categorias de
base do Internacional e com passagem pelo próprio Fluminense como jogador,
Odair Hellmann assumiu o comando do tricolor das Laranjeiras no início desta
temporada e, até o momento, tem conseguido realizar um bom papel na função.
Aos
43 anos, está realizando seu segundo trabalho como técnico principal, após duas
temporadas à frente do Internacional, onde, em 2018, deixou o time em terceiro
lugar no Brasileiro. Não é pouco. No Fluminense está tendo uma boa oportunidade
para mostrar em que patamar se encontra entre os técnicos da nova geração do
futebol brasileiro.
O elenco
O
elenco do Fluminense é formado por uma boa leva de atletas experientes onde o
principal problema talvez seja justamente a principal contratação para o
Brasileiro: o atacante Fred. Aos 36 anos, o atleta é ídolo da torcida,
conquistou duas vezes o título brasileiro com a camisa tricolor, mas claramente
encontra-se numa curva descendente da carreira.
O
Flu, entretanto, não é só Fred. Jogadores importantes como Muriel, Egídio, Nenê
e Hudson têm correspondido e são peças fundamentais para o clube na temporada.

O que esperar do Fluminense no Campeonato
Brasileiro?
Após
o insosso 14 lugar da temporada passada, é possível esperar mais do tricolor.
Terminar entre os dez primeiros e se classificar para a Sul Americana é algo
bem real. Caso o time consiga manter o encaixe que vinha demonstrando ao longo
do Carioca, e com um pouquinho de ilusão, quem sabe não dá também para sonhar
com uma pré-Libertadores.

Análise completa do Fortaleza para o
Brasileirão 2020
Desde que Rogério Ceni assumiu o
comando da equipe, no início de 2018, o Fortaleza vive numa curva ascendente.
Nessa temporada, foi campeão brasileiro da Série B e reconquistou o título
cearense. Em 2019, veio mais uma conquista em seu Estado, o título da Copa do
Nordeste e o nono lugar na Série A do Brasileiro.
A temporada 2020 chegou cercada de
expectativas, mas não é fácil se manter subindo. Favorito ao bi da Copa
Nordeste, acabou sendo eliminado nas semifinais pelo rival Ceará – após algumas
partidas com um futebol abaixo do esperado.
A realidade é que, apesar de ter um
bom time, o elenco do Fortaleza é limitado e, numa competição com a pegada do
Brasileiro, com dois jogos toda semana, a rotação de jogadores é
importante.
Aliás, rotação é uma palavra chave do
time comandado por Rogério Ceni, que está sempre rodando seus atletas. E nesse
ponto surge a fragilidade do time, uma vez que falta profundidade no elenco do
bom time do Fortaleza. Esse é um desafio a ser superado.
Ficha técnica
·
Participações na
Série A: 16 (1973, 1974, 1975, 1976, 1977,
1978, 1979, 1981, 1983, 1984, 1986, 1993, 2003, 2005, 2006, 2019).
·
Melhor
desempenho: 9º lugar (2019).
·
2019: 9º lugar
·
Expectativa: vaga na Sul-Americana.
O comandante
Para muitos tricolores, Rogério Ceni já é o maior
técnico da história do Fortaleza. Não é pouca coisa, especialmente se levarmos
em conta que trata-se de um treinador com carreira ainda curta – esta é apenas
sua quarta temporada na função.
Um dos jogadores mais vitoriosos da
história do São Paulo, Ceni estreou como técnico justamente no tricolor
paulista, mas a passagem foi curta e mal sucedida. Quando assumiu o Fortaleza,
em 2018, implantou um modelo de jogo que fez a equipe sobrar na Série B, onde
acabou campeão.
Em 2019, deixou o Fortaleza no meio
do Brasileiro e seguiu para uma brevíssima passagem pelo Cruzeiro, onde ficou
por apenas oito jogos. Voltou em seguida para o Fortaleza. Hoje, é
reconhecido como um dos mais talentosos treinadores da nova geração, com estilo
de jogo ousado e intenso.
O elenco
O time principal do Fortaleza é
muito interessante, especialmente pela força do conjunto e do modelo de jogo
proposto por Rogério Ceni, que começa a atacar a partir do próprio goleiro
Felipe Alves, quase um goleiro-linha do futsal e um dos maiores destaques do
time.
Jogadores como Tinga, Quinteros,
Romarinho, Osvaldo e o experiente Wellington Paulista têm sido de grande
importância para o desempenho da equipe, que conta ainda com a juventude de
Yuri César, emprestado pelo Flamengo, e que tem se destacado ao longo da
temporada.
O problema é que Rogério gosta de
colocar todo o elenco para trabalhar. E, como dito, o Fortaleza é um bom time,
mas o seu elenco carece de profundidade.

O que esperar do Fortaleza no
Brasileirão 2020?
Em que pese o belo trabalho de longo
prazo que vem sendo realizado por Rogério Ceni, não é fácil terminar entre os
dez primeiros em uma competição equilibrada como a Série A. É complicada a
missão de repetir o feito da temporada passada. Manter-se longe do
rebaixamento, lutando por uma vaga na Sul-Americana, parece ser algo mais
viável para o Fortaleza.

Análise
completa do Goiás para o Brasileirão 2020
O
Goiás de 2020 é bem diferente daquele time competitivo de 2019. Não é que a
equipe atual não possa surpreender e demonstrar qualidade. Esse não é o ponto.
Mas as ausências de Michael, Leandro Barcia, Léo Sena e Yago Felipe, por
exemplo, foram muito sentidas ao longo dessa temporada.
É
bem verdade que Ney Franco também ganhou reforços, muitos deles vindos de fora
do país. Mas desde o início da temporada, dificuldades vêm sendo observadas. No
próprio Campeonato Goiano, o Goiás teve dificuldades contra o rival Atlético –
para quem perdeu por 3 x 0. O desempenho na Sul-Americana também foi
frustrante, com uma eliminação após duas derrotas para os paraguaios do Sol de
América.
A
boa campanha no Brasileiro do ano passado foi o segundo melhor desempenho da
equipe na década. Para 2020, sendo bem realista, a briga do time esmeraldino
não está no meio da tabela. Se conseguir se manter na Série A terá cumprido sua
missão.
Ficha técnica
·
Participações na
Série A: 39 (1973, 1974, 1975, 1976, 1977,
1978, 1979, 1981, 1982, 1983, 1984, 1985, 1986, 1987, 1988, 1989, 1990, 1991,
1992, 1993, 1995, 1996, 1997, 1998, 2000, 2001, 2002, 2003, 2004, 2005, 2006,
2007, 2008, 2009, 2010, 2013, 2014, 2015, 2019).
·
Melhor
desempenho: 3º lugar (2005).
·
2019: 10º lugar.
·
Expectativa: luta contra o rebaixamento.
O comandante
Embora não tenha conseguido se firmar como técnico
de ponta no futebol brasileiro, Ney Franco é um técnico com vários títulos,
inclusive treinando grandes equipes. Após ter despontado para o futebol
brasileiro ao levar o modesto Ipatinga ao título mineiro, o treinador de 54
anos peregrinou por várias equipes, incluindo Flamengo, Botafogo, São Paulo,
Atlético Paranaense, Coritiba e seleção brasileira sub 20.
Também
já levantou taças importantes, como a Sul-Americana pelo São Paulo, a Copa do
Brasil, com Flamengo e a Série B com o Coritiba, entre outros. Tem um grande
desafio que é dar competitividade a este Goiás numa competição tão complicada.
O elenco
O
Goiás não fez contratações durante a pandemia e vai começar o Brasileiro com o
que já tem no elenco desde o início da temporada. Para compensar perdas
importantes, a direção trouxe nomes como o experiente volante Sandro,
ex-jogador do Grêmio, que passou uma década na Europa, o meia Daniel Bessa, que
foi ainda adolescente para a Europa e fez carreira no futebol italiano, e uma
leva de estrangeiros, que o lateral uruguaio Juan Pintado, o meia chileno Jara,
o atacante argentino Keko e o atacante peruano Quevedo.
Dos
remanescentes do time que fez boa campanha em 2019, seguem o goleiro Tadeu e o
atacante Rafael Moura.

O que esperar do Goiás no Brasileirão 2020?
Com
tantas mudanças e um futebol que ainda não convenceu na temporada, é difícil
imaginar que o Goiás consiga ter um grande desempenho na temporada. A meta é
fugir do rebaixamento. E, a menos que haja alguma grande alteração, é isto o
que o torcedor pode esperar do time.

Análise
do Grêmio para o Brasileirão 2020
Após
vários anos privilegiando as competições “copeiras” em detrimento do nacional,
parece que desta vez o time comandado por Renato Gaúcho tem no Brasileiro uma
de suas prioridades – apesar da dificuldade que será para qualquer time
derrotar o Flamengo.
Como
em anos anteriores, o Grêmio vem muito forte, competitivo e com totais
condições de garantir presença mais uma vez na Libertadores. Para isso, conta
com um trabalho já longevo do técnico e o talento de vários jogadores.
O
grande problema da equipe reside na possível saída de Éverton Cebolinha, que
vem sendo pretendido pelo Benfica, de Jorge Jesus. É inegável que a possível
ausência do atleta, se confirmada, terá efeitos duros para o time. De todo
modo, o elenco é muito forte e não se espera outra coisa do Grêmio que não seja
um grande desempenho.
Ficha técnica
·
Participações na
Série A: 47 (1971, 1972, 1973, 1974, 1975,
1976, 1977, 1978, 1979, 1980, 1981, 1982, 1983, 1984, 1985, 1986, 1987, 1988,
1989, 1990, 1991, 1993, 1994, 1995, 1996, 1997, 1998, 1999, 2000, 2001, 2002,
2003, 2004, 2006, 2007, 2008, 2009, 2010, 2011, 2012, 2013, 2014, 2015, 2016,
2017, 2018, 2019).
·
Melhor
desempenho: campeão (1981 e 1996).
·
2019: 4º lugar.
·
Expectativa: luta pelo título.
O comandante
Quem diria que o irreverente Renato Gaúcho um dia
se transformaria num dos mais conceituados técnicos de futebol do país e um dos
maiores da história de um time do tamanho do Grêmio.
Em
quase 20 anos como treinador, o único time de menor expressão que já treinou
foi o Madureira, onde começou a carreira. Desde então, já comandou Fluminense,
Vasco, Bahia, Atlético Paranaense e Grêmio.
Títulos
são vários, incluindo duas Copas do Brasil, uma Libertadores e dois campeonatos
gaúchos. Falta ainda um Campeonato Brasileiro. Quem sabe não chegou o momento?
O elenco
Se
Everton continuar no Grêmio, indiscutivelmente será o maior nome do elenco
tricolor. Mas, justiça seja feita, a força do time reside num conjunto de
atletas que dão profundidade ao elenco em eventuais rodízios.
Nomes
como Vanderlei no gol, mais Victor Ferraz, Kannemann e Geromel dispensam
comentários e proporcionam muita qualidade ao setor defensivo. Matheus
Henrique, Jean Pyerre no meio e a qualidade de Diego Souza na frente também
merecem um destaque especial.

O que esperar do Grêmio no Campeonato Brasileiro de
2020?
A
resposta pode ser dada de duas maneiras. Com Everton Cebolinha: está entre as
quatro forças e vai brigar pelo topo. Sem Everton, time segue muito forte e tem
condições de conquistar vaga na Libertadores. Mas talvez perca um pouco de
terreno em relação, especialmente, a Palmeiras e Internacional. De todo modo, a
vaga na Libertadores é obrigação.

Análise
completa do Internacional para o Brasileirão 2020
Espera-se
muito do Internacional de Coudet no Brasileiro e há um motivo para isso. O técnico
argentino foi contratado para dar uma nova cara ao Internacional que, embora
tivesse tido bons resultados sob o comando de Odair Hellmann, ainda carregava
consigo um estilo de jogo mais defensivo.
Com
“Chacho” Coudet o Internacional não espera mais. Ele não pretende mais reagir e
sim atacar. O Colorado não quer mais ser coadjuvante, busca o protagonismo. E,
segundo a cartilha do ex-técnico do Racing, esse protagonismo é possível com
posse de bola e pressão sobre o adversário.
O
Colorado tem um técnico exigente que já ameaçou pedir demissão por não suportar
os gramados ruins que foi obrigado a jogar. Na Série A, ainda que existam
terrenos acidentados, vai melhorar muito a qualidade do piso.
Coudet
já vai ter tido mais de seis meses à frente do comando da equipe. E será
chegada a hora de mostrar o potencial e a qualidade que se espera da equipe. E
se espera muito.
Ficha técnica
·
Participações na
Série A: 48 (1971, 1972, 1973, 1974, 1975,
1976, 1977, 1978, 1979, 1980, 1981, 1982, 1983, 1984, 1985, 1986, 1987, 1988,
1989, 1990, 1991, 1992, 1993, 1994, 1995, 1996, 1997, 1998, 1999, 2000, 2001,
2002, 2003, 2004, 2005, 2006, 2007, 2008, 2009, 2010, 2011, 2012, 2013, 2014,
2015, 2016, 2018, 2019).
·
Melhor
desempenho: campeão (1975, 1976 e 1979).
·
2019: 7º lugar
·
Expectativa: classificação para a Copa Libertadores da América.
O comandante
Ex-meio campista com passagem por vários grandes
clubes da Argentina, incluindo River Plate, San Lorenzo e Rosario Central, a
carreira de Eduardo Coudet como técnico ainda é curta.
Atualmente
com 45 anos, começou a comandar equipes de futebol há cinco anos, comandando o
Rosário Central. Foram duas temporadas, até que acertou com o Tijuana (México),
onde passou uma temporada. De volta para seu país, acertou com o Racing, onde levou
o time à conquista do Campeonato Argentino 2018-19.
O elenco
O
Internacional tem um time muito forte, que tem jogadores importantíssimos em
todos os setores do campo. Ainda que na frente Paolo Guerrero siga – e com
razão – a principal referência, não há como esquecer de atletas que vêm
cumprindo um papel muito importante no esquema de Coudet. É o caso de Thiago
Galhardo, ex-Vasco e Ceará, contratado no início desta temporada.
Na
defesa, um jogador chave para o Colorado: o zagueiro argentino Victor Cuesta.
Desde 2017 no clube, o atleta de 31 anos é não apenas a maior referência no
setor, mas uma grande liderança conquistada através de mais 150 jogos com a
camisa colorada. Ao seu lado, conta com o talentoso jovem Bruno Fuchs, apenas
21 anos, e potencial para ser um dos grandes nomes deste belo time.

O
que esperar do Internacional no Brasileirão 2020?
O
Internacional tem potencial e qualidade para brigar pelos primeiros lugares do
Brasileiro. Numa competição que tem um clube como o Flamengo como um ponto fora
da curva, pode-se dizer que o Colorado tem condições de ficar entre os quatro
primeiros colocados e a classificação para a Libertadores é praticamente uma
obrigação.

Análise
completa do Palmeiras para o Brasileirão 2020
Desde
a temporada passada o Palmeiras é visto como o time com mais chances de
enfrentar e, quem sabe, derrotar o Flamengo. Primeiro com Luiz Felipe Scolari,
depois com Mano Menezes, o time acabou ficando para trás e foi superado até
pelo Santos, de Sampaoli.
Para
2020, o Verdão seguiu a linha de técnicos medalhões e escolheu Vanderlei
Luxemburgo para tocar o barco. O que se viu ao longo do Campeonato Paulista foi
um time forte, favorito para conquistar o título, mas que, apesar da força do
elenco, não conseguia convencer. Ainda assim, classificou-se sem maiores
problemas para a segunda fase.
Veio
a paralisação e com o retorno das competições – já sem Dudu -, vieram as
dificuldades. Vitória sofrida contra Água Santa e Ponte Preta, derrota e empate
para o Corinthians (texto escrito antes do segundo jogo da final). Percebe-se
um Palmeiras forte, mas com dificuldades.
Numa
competição do nível do Brasileiro, é muito provável que o Palmeiras siga
demonstrando força. Mas, a julgar pelos últimos jogos, pode encontrar
dificuldade diante de times com marcação forte. Caberá a Luxemburgo encontrar
as soluções.
Ficha técnica
·
Participações na
Série A: 46 (1971, 1972, 1973, 1974, 1975,
1976, 1977, 1978, 1979, 1980, 1981, 1983, 1984, 1985, 1986, 1987, 1988, 1989,
1990, 1991, 1992, 1993, 1994, 1995, 1996, 1997, 1998, 1999, 2000, 2001, 2002,
2004, 2005, 2006, 2007, 2008, 2009, 2010, 2011, 2012, 2014, 2015, 2016, 2017,
2018, 2019).
·
Melhor
desempenho: campeão (1972, 1973, 1993, 1994,
2016, 2018).
·
2019: 3º lugar
·
Expectativa: lutar pelo título.
O comandante
Responsável por tentar fazer com que o Palmeiras
acabe com a supremacia do Flamengo nesta temporada, Vanderlei Luxemburgo é um
dos técnicos mais vitoriosos da história do futebol brasileiro. Experiente, aos
68 anos, títulos não faltam em seu currículo – e não são poucos. Só campeonatos
brasileiros são cinco – dois deles pelo próprio Palmeiras (1993 e 1994).
Já
faz algum tempo, porém, que Luxemburgo deixou de ser uma unanimidade. As
conquistas ficaram mais escassas e, para muitos, é considerado alguém que parou
no tempo. Com um ótimo time em mãos, dos poucos que talvez consiga dar trabalho
ao Flamengo, tem a grande chance de calar seus críticos.
O elenco
O
principal nome o Palmeiras não tem mais: Dudu, um dos símbolos de uma geração
vitoriosa. Os pontos fortes desse time do Palmeiras começa na própria defesa,
com Weverton no gol e a dupla Felipe Melo / Gustavo Gómez na zaga.
Mais
do que os 11 titulares, que incluem ainda jogadores como Bruno Henrique, Lucas
Lima, além do tridente William, Rony e Luiz Adriano, o Palmeiras tem como dos
maiores trunfos para a competição a versatilidade e qualidade do elenco, que
inclui, entre outros, Gustavo Scarpa, Gabriel Menino, Ramires.

O que esperar do Palmeiras no Campeonato Brasileiro
2020?
Tendo
a Libertadores como a principal competição a ser jogada no primeiro semestre, o
Palmeiras deve dividir as atenções entre o torneio continental e as primeiras
rodadas do campeonato. Porém com um elenco bastante extenso e com qualidade,
deve alcançar as primeiras colocações sem muitas dificuldades. Assim podemos
aguardar um time competitivo durante toda competição, sempre brigando por
Libertadores ou título.

Análise
completa do Red Bull Bragantino para o Brasileirão 2020
Após
um ano de 2019 onde o Bragantino conquistou tranquilamente o título da Série B
e mostrou para o país a força de sua parceria com a Red Bull, a temporada atual
começou com algumas mudanças, como a saída de Antônio Carlos Zago do comando
técnico do time.
O
jovem Felipe Conceição assumiu e o Bragantino cumpriu um excelente papel ao
longo do campeonato paulista, terminando a primeira fase como o time de melhor
campanha entre os 16 participantes – com direito, inclusive, a vitória sobre
Palmeiras e São Paulo. Terminou sendo eliminado pelo Corinthians nas quartas de
final da competição.
Muita
gente se decepcionou com a derrota do Bragantino para o Corinthians – muitos já
considerava o time favorito ao título paulista. Mesmo com a eliminação, o time
deixou claro que tem qualidade suficiente para fazer uma campanha muito boa no
Brasileiro.
Obviamente
que não dá para colocar o Bragantino entre os favoritos ao título, nem mesmo a
uma vaga na Libertadores. Mas estamos falando de uma equipe com um elenco muito
bom, bem treinado e que tem totais condições de fazer um belo Brasileiro. O
meio da tabela e a consequente classificação para a Sul-Americana é algo muito
possível.
Ficha técnica*
·
Participações na
Série A: 9 (1990, 1991, 1992, 1993, 1994,
1995, 1996, 1997, 1998).
·
Melhor
desempenho: vice-campeão (1991).
·
2019: campeão da Série B.
·
Expectativa: classificação para a Copa Sul-Americana.
* Dados do Bragantino, antes da
mudança para o novo nome após a aquisição da Red Bull.
O comandante
Atacante revelado pelo Botafogo no final dos anos
1990, Felipe Conceição começou sua carreira de técnico à frente das divisões de
base do próprio time carioca. Foi à frente do América Mineiro, na temporada
passada, que conseguiu se destacar, quase levando a equipe à primeira divisão.
Ganhou
uma oportunidade no Red Bull Bragantino e vem seguindo à risca a cartilha do
clube, conseguindo resultados importantes, com o time apresentando um futebol
vistoso e ofensivo. É mais dos dos vários treinadores jovens que pode se
destacar ao longo da competição.
O elenco
Um
dos trunfos do Bragantino não apenas para este Brasileiro mas, provavelmente,
para os próximos, é o planejamento, o processo minucioso com que é feito cada
contratação. Assim é o elenco atual, composto por alguns jogadores experientes
e muitos atletas bastante jovens.
O
goleiro Júlio César, 35 anos, é um da categoria dos “experientes” que se
destaca, como um dos líderes do time, que tem ainda Leo Ortiz (24) e Ligger
(32) como uma competente dupla de zaga. O poder de fogo no ataque está
garantido através do trio Artur, Ytalo e Morato.
O
principal, porém, é que mesmo entre os reservas, há jogadores jovens e de muita
qualidade, algo fundamental para os desafios que a Série A impõe.

O
que esperar do Red Bull Bragantino para o Brasileirão 2020?
Com
um time com potencial para ficar no meio da tabela, é esperado que o Bragantino
não passe sufoco no que se refere ao rebaixamento e consiga uma classificação
tranquila para a Copa Sul Americana.

Análise
completa do Santos para o Brasileirão 2020
Se
for levado em conta o desempenho do time antes da pandemia, ainda sob o comando
do português Jesualdo Ferreira, o Santos não empolgou, mas também não fez
vexame. Conseguiu a classificação para a segunda fase do Paulista com folga e
os embates internos não atingia tanto o time.
Com
a paralisação, veio também uma crise financeira com maior intensidade.
Jogadores e funcionários tiveram cortes de 70% dos salários. Jogadores e outros
clubes passaram a reclamar na justiça por falta de pagamento. Vários atletas
pediram rescisão de contrato.
Para
piorar, o Santos decepcionou no retorno do Paulistão. Com um empate e duas
derrotas, o time foi eliminado em casa pela Ponte Preta. E Jesualdo Ferreira
demitido a menos de uma semana da estreia no Brasileirão.
Diante
de tal cenário, difícil prever algo de positivo para o Brasileiro. Repetir a
campanha do ano passado, nem o mais otimista dos torcedores espera. Terminar
entre os dez primeiros mais uma vez até pode ocorrer. Mas cada vez a
expectativa em relação ao Santos parece ser a segunda página da tabela.
Ficha técnica
·
Participações na
Série A: 49 (1971, 1972, 1973, 1974, 1975,
1976, 1977, 1978, 1979, 1980, 1981, 1982, 1983, 1984, 1985, 1986, 1987, 1988,
1989, 1990, 1991, 1992, 1993, 1994, 1995, 1996, 1997, 1998, 1999, 2000, 2001,
2002, 2003, 2004, 2005, 2006, 2007, 2008, 2009, 2010, 2011, 2012, 2013, 2014,
2015, 2016, 2017, 2018, 2019).
·
Melhor
desempenho: campeão (2002 e 2004).
·
2019: 2º lugar.
·
Expectativa: classificação para a Copa Sul-Americana.
O comandante
O técnico Jesualdo Ferreira foi demitido um dia
antes do fechamento deste guia. Não havia ainda um novo técnico contratado.
Notícias davam conta de que Cuca seria o preferido. A conferir.
O elenco
Em
que pese a crise que permeia o clube, o time do Santos é formado por uma mescla
de bons jogadores, tanto experientes quanto promessas da casa. Essa, aliás, era
a missão de Jesualdo quando chegou ao clube — dar chances à nova leva de
meninos da Vila.
Nomes
como Carlos Sanchez e Soteldo são, possivelmente, os de maior destaque num time
que tem ainda a experiência de Marinho, Pará e Lucas Veríssimo. Com apenas 18
anos, o atacante Kaio Jorge é o principal destaque entre os jovens garotos, que
inclui ainda Renyer, de 17 anos e Anderson Ceará, 21.
Existe
uma leva de atletas que está tentando deixar o clube pelas vias judiciais por
conta da falta de pagamento. Eduardo Sasha, Bryan Ruiz e Éverson estão entre
eles. Se essa lista aumentar, a situação pode ficar ainda mais difícil.

O que esperar do Santos no Brasileirão 2020?
A
menos que a direção consiga por um fim à crise e pacificar o elenco, a
expectativa é bem ruim. O Santos tem qualidade suficiente para não correr
riscos de rebaixamento, mas é difícil imaginar algo além do meio da tabela e
uma modesta classificação para a Sul-Americana.

Análise
completa do São Paulo para o Brasileirão 2020
Antes
da paralisação da pandemia, o São Paulo era um dos times que jogava o melhor
futebol do país. Parecia, finalmente, que Fernando Diniz havia conseguido
aplicar com sucesso seu estilo de jogo vistoso sem maiores sustos – ainda que o
time não fosse perfeito.
O
Paulista retornou. Dois jogos e duas derrotas depois, e a consequente
eliminação da competição pelo frágil Mirassol, o então forte São Paulo se
tornou um time pressionado e Fernando Diniz não vive mais uma situação tão
segura assim.
Mas
não se pode mudar completamente a análise do tricolor por conta dessas duas
partidas. Ao longo da temporada, o São Paulo conseguiu apresentar regularidade
e um padrão de jogo que pode ser muito importante ao longo da Série A.
Preocupa
um pouco a profundidade de um elenco com tantos jogadores experientes em uma
competição cujo ritmo dos jogos será insano. No entanto, talvez seja justamente
nesse contexto que a proposta de estilo de jogo de Diniz seja tão importante.
Caso o time consiga resgatar o encaixe de antes da pandemia, o São Paulo pode
dar o que falar nesta temporada.
Ficha técnica
·
Participações na
Série A: 49 (1971, 1972, 1973, 1974, 1975,
1976, 1977, 1978, 1979, 1980, 1981, 1982, 1983, 1984, 1985, 1986, 1987, 1988,
1989, 1990, 1991, 1992, 1993, 1994, 1995, 1996, 1997, 1998, 1999, 2000, 2001, 2002,
2003, 2004, 2005, 2006, 2007, 2008, 2009, 2010, 2011, 2012, 2013, 2014, 2015,
2016, 2017, 2018, 2019).
·
Melhor
desempenho: campeão (1995).
·
2019: 15º lugar.
·
Expectativa: briga por vaga na Copa Sul-Americana.
O comandante
Tem quem ame, tem que odeie. Para uns, um talento;
para outros, uma enganação. Meio-campista talentoso, de boa qualidade técnica,
como jogador, Fernando Diniz teve uma carreira sólida, com passagem por alguns
dos maiores clubes do Brasil, como Palmeiras, Corinthians, Santos, Flamengo, Fluminense
e Cruzeiro, entre outros.
Como
técnico, despontou no Audax, de Osasco, onde ficou conhecido por impor um
estilo de jogo próprio, com valorização da posse de bola e banimento dos
chutões – mesmo que isso ponha a defesa em risco.
Criou-se
muita expectativa a seu respeito quando o Athletico Paranaense o contratou, em
2018, e o Fluminense, em 2019. Nos dois casos, os times não renderam o esperado
e Diniz foi demitido, sem jamais abrir mãos de seus princípios.
No
São Paulo, parece finalmente ter conseguido dar consistência defensiva a um
time e seguir evoluindo no que se refere à sua maneira de ver o futebol. Caso
consiga ser competitivo na Série A, pode, finalmente, por fim às desconfianças
e ter o reconhecimento que tanto busca.
O elenco
Sem
nenhuma contratação realizada na temporada, não resta dúvidas de que a saída de
Antony para o Ajax foi a maior perda do elenco são paulino para o início do
Brasileiro da Série A. Mesmo assim – e ainda que sem reforços -, não dá
menosprezar a força deste time.
Mesclando
experiência de jogadores como Daniel Alves, Alexandre Pato, Hernanes e
Juanfran, com atletas jovens que vem tendo um olhar especial no clube, o São
Paulo tem um time em condições de realizar um bom desempenho na Série A.

O que esperar do São Paulo no Brasileirão 2020?
O
São Paulo dos dois últimos jogos do Paulistão seria, sem dúvidas,
decepcionante. Mas jogando a bola que apresentou por todo o resto da temporada,
o time de Fernando Diniz é forte e tem tudo para brigar pelos primeiros
lugares. E a Libertadores é uma meta honesta.

Análise
completa do Sport para o Brasileirão 2020
A
julgar pelo que se viu até agora na temporada, o Sport terá muita dificuldade
no Brasileirão. Até agora, foi um fracasso em todas as competições: eliminado
na primeira fase da Copa do Brasil pelo Brusque, entre os quatro últimos
colocados no Pernambucano e eliminação nas semi da Copa do Nordeste – único
desempenho que pode ser considerado natural.
O
fato é que o Sport ainda não tem um estilo de jogo definido e tem carência de
qualidade também em vários setores. E essas deficiências não são de hoje.
Quando assumiu o comando, em 2019, Guto Ferreira conseguiu ter sucesso nas
competições sem agradar a torcida em momento algum. Mesmo jogando mal, o time
foi campeão pernambucano e conquistou o acesso para a Série A.
Em
2020, ainda sob o comando de Guto, o time seguia jogando mal e os resultados
não apareceram. Torcida e diretoria perderam a paciência, o treinador foi
demitido e Daniel Paulista, que estava no Confiança, foi contratado. Somado a
tudo isso, o Sport vive uma crise financeira muito séria, que o impede de
investir de forma mais firme no elenco.
O
fato é que Daniel Paulista já começa a competição pressionado e o Sport vai ter
que fazer o que ainda não fez em 2020 se quiser continuar na Série A no próximo
ano: jogar bem.
Ficha técnica
·
Participações na
Série A: 38 (1971, 1972, 1973, 1974, 1975,
1976, 1977, 1978, 1979, 1980, 1981, 1982, 1983, 1985, 1986, 1987, 1988, 1989,
1991, 1992, 1993, 1994, 1995, 1996, 1997, 1998, 1999, 2000, 2001, 2007, 2008,
2009, 2012, 2014, 2015, 2016, 2017, 2018).
·
Melhor
desempenho: campeão (1987).
·
2019: 2º lugar na Série B.
·
Expectativa: luta contra o rebaixamento.
O comandante
Aos 38 anos de idade, o maior desejo de Daniel
Paulista é ter como técnico o mesmo sucesso que teve como jogador no Sport. O
Leão foi um time que o ex-volante jogou por quatro temporadas, quase sempre
como titular e exercendo um forte papel de liderança. Com a camisa rubro-negra,
conquistou a Copa do Brasil e disputou a Libertadores, em 2009.
Como
técnico, foi auxiliar da equipe de 2014 a 2018, onde sempre assumiu o comando
interinamente após a saída do treinador principal – o que ocorreu várias vezes
nesse período. Em 2018, saiu do clube e assumiu o ABC. Em seguida, foi para o
Confiança, onde realizou um belo trabalho em 2019, levando o time a uma inédita
classificação para a Série B.
Mais
uma vez à frente do Sport, terá a grande chance de mostrar sua capacidade para
o país.
O elenco
O
Sport tem no elenco uma leva de jogadores conhecidos, que já passaram em sua
maioria por grandes clubes do país, mas que não vivem, necessariamente, seu
melhor momento.
No
gol, o treinador vem promovendo um revezamento entre Mailson e Luan Poli. Na
defesa, a dupla de zaga Adryelson e Maidana estão entre os destaques do time,
que conta ainda com o experiente Patrick na lateral direita. No meio, William
Farias carrega o piano para Jonatan Gomez, Leandro Barcia e Marquinhos criarem
as oportunidades para Hernane Brocador fazer os gols.
Esse
elenco deve ganhar ainda alguns reforços ao longo da competição. O Sport sonha
com o retorno do atacante André, hoje no Grêmio. Sem dúvida, um elenco mais
encorpado será importante para o Leão.

O
que esperar do Sport no Brasileirão 2020?
A
grande meta do Sport no Brasileiro é evitar o rebaixamento – e acredito que
esse não será um objetivo fácil de ser atingido. Entre os times de porte
intermediário na competição, a equipe pernambucana é uma das que tem o trabalho
menos consolidado e com desempenho muito fraco na temporada. O Leão é um dos
favoritos à queda e se escapar terá realizado um grande feito.

Análise
completa do Vasco para o Brasileirão 2020
Fugir
do rebaixamento para um time do tamanho do Vasco devia ser uma tarefa simples.
Mas tende a não ser. Apesar das duas vitórias conquistadas após o retorno da
pandemia, contra Macaé e Madureira, o fato é que o Campeonato Carioca foi
sofrível para os vascaínos. Além de não ter conseguido se classificar entre os
quatro em nenhum dos dois turnos, o Vasco ainda perdeu todos os clássicos
disputados – ou seja, todos os jogos contra adversários que enfrentará no
Brasileiro.
As
possibilidades do Vasco estão na dependência do quanto o ex-meia Ramon Menezes
conseguirá tirar do time sob o seu comando. Com Luxemburgo, em 2019, o Vasco
conseguiu se distanciar da luta pelo rebaixamento, embora tenha sido apenas o
12º colocado. Com Abel, no primeiro semestre de 2020, ocorreu o fracasso no
Estadual.
Com
uma boa dose de otimismo, caso Ramon consiga encaixar bem as peças que tem
disponível, talvez seja possível repetir o desempenho do ano passado. Mas
evitar o rebaixamento deve ser o principal objetivo do time da Cruz de Malta.
Ficha técnica
·
Participações na
Série A: 46 (1971, 1972, 1973, 1974, 1975,
1976, 1977, 1978, 1979, 1980, 1981, 1982, 1983, 1984, 1985, 1986, 1987, 1988,
1989, 1990, 1991, 1992, 1993, 1994, 1995, 1996, 1997, 1998, 1999, 2000, 2001,
2002, 2003, 2004, 2005, 2006, 2007, 2008, 2010, 2011, 2012, 2013, 2015, 2017,
2018, 2019).
·
Melhor
desempenho: campeão (1974, 1989, 1997, 2000).
·
2019: 12º lugar.
·
Expectativa: luta contra o rebaixamento.
O comandante
Se conseguir como técnico metade do sucesso que
teve como jogador do clube, Ramon Menezes merece ganhar uma estátua em São
Januário. Meio campista talentoso, fez parte de uma das gerações mais
vitoriosas da história da história do clube, com a conquista do Brasileiro 97,
Libertadores 98, Torneio Rio São Paulo 99 e o vice do Mundial de Clubes 2000,
no Rio de Janeiro.
O
problema é que se o currículo como atleta é vasto e vitorioso, como técnico a
carreira de Ramon está apenas começando, apesar de seus 48 anos. E o desafio é
grande. Após comandar equipes de menor porte, como Anápolis e Guarani de
Divinópolis, voltou ao Vasco em 2018 como auxiliar técnico. Desde a demissão de
Abel, no final de março, foi efetivado no comando da equipe.
O elenco
Precisando
de recursos em meio às dificuldades financeiras, o Vasco precisou negociar um
de seus principais jogadores, o atacante Marrony, que foi para o Atlético-MG.
Até o momento, os principais reforços da temporada continuam os argentinos
Germán Cano e Martin Benitez, contratados no início do ano, além do colombiano
Fredy Guarín, cuja permanência no clube está em dúvida por questões pessoais do
atleta.
Há
uma grande expectativa, ainda, em relação a Talles Magno, jovem de apenas 18
anos, que o Vasco conta não apenas para marcar gols, mas também para ser a
solução dos problemas financeiros do clube, através de uma futura negociação. O
goleiro Fernando Miguel, o ala Yago Pikachu e o zagueiro Leandro Castan são
outros destaques cujo bom desempenho será fundamental para o sucesso – ou não –
do Vasco na temporada.

O que esperar do Vasco no Campeonato Brasileiro
2020?
A
meta deve ser escapar do rebaixamento. A partir daí, o que conseguir será
lucro. Se pintar uma Sul-Americana, então, missão estará mais que cumprida.
Espero que gostem
fonte: clube da aposta