Camisa 7 será o responsável por erguer a taça se o Palmeiras confirmar o título
A chegada de Dudu pode ser considerada um marco na transformação recente do Palmeiras. Depois de vencer a concorrência de rivais e acertar a contratação do camisa 7, em janeiro de 2015, o Verdão recuperou espaço entre os principais times do Brasil e, neste domingo, quase dois anos depois, vive a expectativa de conquistar o seu segundo título nacional, depois da Copa do Brasil do ano passado.
A possibilidade de voltar a ganhar o Brasileirão 22 anos depois mexe com a ansiedade do torcedor. Em campo, o atacante tem também a expectativa de levantar seu primeiro título como capitão palmeirense – assista acima a uma entrevista exclusiva ao Esporte Espetacular.
– Eu quero (erguer o troféu). Outro também pode levantar. Trabalhamos muito duro esse ano. Desde o primeiro jogo tivemos foco de conquistar o título. Estamos a um ponto disso. Esperamos que venha neste domingo – disse Dudu, sobre o jogo contra a Chapecoense, na arena, às 17h (de Brasília).
– Quando a gente chega num time grande pensa em fazer história. Isso é história. Já fomos campeões da Copa do Brasil. Já tenho foto, mas espero colocar foto de campeão brasileiro – acrescentou.
Autor dos dois gols do Verdão na final da Copa do Brasil do ano passado e também da vitória contra o Botafogo na semana passada, pela 35ª rodada, Dudu já mostrou que tem uma ligação especial com o estádio. Foi ali, ainda no antigo Palestra Itália, que ele fez sua estreia profissional – em 2009, os cruzeirenses foram derrotados pelos alviverdes por 3 a 1.
Nascido em Goiânia e com passagens por clubes como Cruzeiro, Coritiba, Dínamo de Kiev (Ucrânia) e Grêmio, Dudu não esconde sua empolgação com a rápida identificação com o Verdão.
– Cheguei aqui e não era palmeirense, agora eu sou palmeirense, meus filhos são palmeirenses. Vou carregar esse clube para o resto da minha vida – disse.
Depois de um primeiro turno de altos e baixos, até com passagem pelo banco, Dudu cresceu de produção na segunda metade da competição. Após alguns conflitos até públicos com Cuca, ele assumiu a faixa de capitão na última partida do primeiro turno e de lá para cá vem sendo uma das referências da equipe.
– O jogador não vai jogar as 38 rodadas bem. Passamos por momentos difíceis. Na chegada do Cuca tive alguns problemas, mas nada que me abalasse. Sei do meu potencial e que posso ajudar o clube. Desde o primeiro dia em que fui apresentado nesse estádio sabia que tinha muito a contribuir. Foi mais de encaixar a filosofia, o jeito que ele (Cuca) queria que eu jogasse. Esperamos que ele continue aqui com a gente ano que vem para continuar o trabalho que vem sendo feito. Agradeço muito a ele por ter me ajudado e me tornado capitão, aos jogadores pela confiança, ao Alexandre Mattos... O presidente sempre confiou desde o dia que eu cheguei. Espero continuar retribuindo o carinho deles – afirmou.
Líder do Campeonato Brasileiro com 74 pontos, o Palmeiras confirma o título nacional neste domingo com um simples empate com a Chapecoense. A festa da conquista pode vir até em caso de derrota em casa – neste caso, o Verdão precisa ser beneficiado por um empate ou derrota do Santos, que no mesmo horário enfrenta o Flamengo, no Maracanã.
Fonte: Site Oficial
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